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dc.creator.IDPORTUGUEZ, B. S.pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2056412231918284pt_BR
dc.contributor.advisor1SCHUCMAN, Lia Vainer.-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-7659-4632pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0412517270170780pt_BR
dc.contributor.referee1COSTA, Eliane Silvia.-
dc.contributor.referee1IDCOSTA, E. S.pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9354873273118502pt_BR
dc.contributor.referee2MAHEIRIE, Kátia.-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0001-5226-0734pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7689469021584393pt_BR
dc.description.resumoNa história de muitos brasileiros, o cabelo é parte corporal alvo de diferentes experiências e sensações; marca os sujeitos em sua história de vida, isto porque vivemos em uma sociedade racista atravessada pelo ideal de embranquecimento físico e cultural. O que o cabelo nos diz sobre nossa sociedade? Em que momento o cabelo se tornou uma marca tão poderosa a ponto de causar em pessoas negras efeitos psicossociais que podem durar uma vida? Quais os sentidos de cabelos para pessoas negras? Essas perguntas surgiram da minha própria experiência e da vida de outras pessoas negras, gerando a inquietação que orienta esta pesquisa. Tais indagações nos ajudarão a pensar que, a partir do cabelo dentro de uma sociedade estruturada pelo racismo e o sexismo, se definem lugares dentro do ordenamento social. Ou seja, são produzidos estereótipos racistas e sexistas como: a aparência de suspeito ou de confiável, o feio e o belo, o másculo ou o feminino, o exótico e o civilizado, o elegante ou o desleixado, o recatado ou o sensual, o higiênico/limpo ou o desleixado/sujo, o organizado/centrado ou o desorganizado/desatento etc. Conforme vamos separando as mechas para compor o penteado que faremos ao final, percebemos que o cabelo é político. Esta pesquisa é uma pesquisa qualitativa feita por muitas mãos. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas, ou seja, essa pesquisa conta com 13 histórias da relação entre cabelo e vida de sujeitos com idade média de 30 anos, que receberam nomes fictícios de origem africana. Esses nomes não tiveram escolha aleatória, foram cuidadosamente pensados e têm relação com a história narrada pelos participantes, sejam de vida, ou de alguma característica que eles disseram que gostam ou até mesmo relacionada às suas profissões. Os objetivos específicos foram a compreensão de quais são os sentidos que o cabelo emerge no processo do tornar-se negro; considerando os atravessamentos sociais como: as instituições de educação, de família e de trabalho e, a partir das histórias capilares das(os)(es) participantes, compreender como o racismo capilar opera, inclusive, nestes espaços. Analisou-se, por meio da análise temática, por embasamento da teoria crítica de raça, como o cabelo contribui e pode ser uma via para a construção e manutenção da negritude/beleza negra em sujeitos negros. Por fim, escreviveu-se sobre os significados singulares dos cabelos para as pessoas que foram entrevistadas. Consideramos, então, que nossos cabelos podem servir de veículos para a construção e afirmação de nossas negritudes, principalmente de forma positivada, capaz de fortalecer e estruturar as pessoas negras para resistir às violências do racismo.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCentro de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIApt_BR
dc.publisher.initialsUFSCpt_BR
dc.subject.cnpqPsicologia.pt_BR
dc.titleTrançando (escre)vivências: significados do cabelo na construção da negritude.pt_BR
dc.date.issued2024-02-16-
dc.description.abstractIn the history of many Brazilians, hair is a bodily part that is the target of different experiences and sensations; it marks the subjects in their life history, because we live in a racist society crossed by the ideal of physical and cultural whitening. What does hair tell us about our society? When did hair become such a powerful mark that it has psychosocial effects on black people that can last a lifetime? What are the meanings of hair for black people? These questions arose from my own experience and the lives of other black people, generating the restlessness that guides this research. These questions will help us to think that, within a society structured by racism and sexism, hair defines places within the social order. In other words, racist and sexist stereotypes are produced, such as: the appearance of being suspicious or trustworthy, ugly or beautiful, masculine or feminine, exotic or civilised, elegant or sloppy, modest or sensual, hygienic/clean or sloppy/dirty, organised/centred or disorganised/unattentive, etc. As we separate the strands to make up the hairstyle we'll do at the end, we realise that hair is political. This research is a qualitative study carried out by many hands. Semi-structured interviews were carried out, i.e. this research has 13 stories about the relationship between hair and life from subjects with an average age of 30, who were given fictitious names of African origin. These names were not chosen at random, but were carefully thought out and related to the story told by the participants, whether it was their life story, a characteristic they said they liked or even related to their professions. The specific objectives were to understand the meanings that hair emerges in the process of becoming black; considering the social crossings such as: educational, family and work institutions and, based on the hair stories of the participants, to understand how hair racism operates, even in these spaces. Through thematic analysis, based on critical race theory, we analysed how hair contributes to and can be a way of constructing and maintaining blackness/black beauty in black subjects. Finally, we wrote about the unique meanings of hair for the people who were interviewed. We therefore consider that our hair can serve as a vehicle for the construction and affirmation of our blackness, especially in a positive way, capable of strengthening and structuring black people to resist the violence of racism.pt_BR
dc.identifier.urihttps://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/45211-
dc.date.accessioned2026-01-28T23:28:09Z-
dc.date.available2026-01-28-
dc.date.available2026-01-28T23:28:09Z-
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subjectMulheres quilombolas - dissertação sobrept_BR
dc.subjectCabelo e negritudept_BR
dc.subjectNegritude e penteado trançadopt_BR
dc.subjectTrançado - penteado e negritudept_BR
dc.subjectRacismo capilarpt_BR
dc.subjectPsicologia socialpt_BR
dc.subjectEnegrecerpt_BR
dc.subjectDissertação - Universidade Federal de Santa Catarinapt_BR
dc.subjectUniversidade Federal de Santa Catarina - Psicologia - Dissertaçãopt_BR
dc.subjectPrograma de Pós-Graduação em Psicologia - UFSCpt_BR
dc.subjectPessoas negraspt_BR
dc.subjectIdentidade negrapt_BR
dc.subjectMulheres negraspt_BR
dc.subjectTransição capilarpt_BR
dc.subjectQuilombola women - dissertation onpt_BR
dc.subjectHair and Blacknesspt_BR
dc.subjectBlackness and braided hairstylespt_BR
dc.subjectBraiding - hairstyle and Blacknesspt_BR
dc.subjectHair racismpt_BR
dc.subjectSocial psychologypt_BR
dc.subjectBlackeningpt_BR
dc.subjectDissertation - Federal University of Santa Catarinapt_BR
dc.subjectFederal University of Santa Catarina - Psychology - Dissertationpt_BR
dc.subjectPostgraduate Program in Psychology - UFSCpt_BR
dc.subjectBlack peoplept_BR
dc.subjectBlack identitypt_BR
dc.subjectBlack womenpt_BR
dc.subjectHair transitionpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.creatorPORTUGUEZ, Benilde Silva.-
dc.publisherUniversidade Federal de Campina Grandept_BR
dc.languageporpt_BR
dc.title.alternativeWeaving (writing) experiences: meanings of hair in the construction of blackness.pt_BR
dc.description.sponsorshipCapespt_BR
dc.relationhttps://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/258419-
dc.identifier.citationPORTUGUEZ, Benilde Silva. Trançando (escre)vivências: significados do cabelo na construção da negritude. 2024. 114f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis - SC - Brasil, 2024.pt_BR
Appears in Collections:5.1 Região Sul do Brasil - Dissertações Psicologia - Mapa Mulheres Quilombolas nas Ciências

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