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Title: Qualidade de vida e sintomas de mulheres que vivenciam o climatério: uma análise clínico-social.
Other Titles: Quality of life and symptoms of women experiencing menopause: a clinical-social analysis.
Calidad de vida y síntomas de las mujeres en la menopausia: un análisis clínico-social.
???metadata.dc.creator???: SOUZA, Maria Rita Martins de.
???metadata.dc.contributor.advisor1???: LEANO, Heloisy Alves de Medeiros.
???metadata.dc.contributor.referee1???: NOGUEIRA, Matheus Figueiredo.
???metadata.dc.contributor.referee2???: MARCOLINO, Emanuella de Castro.
Keywords: Climatério;Climatério – mulheres – qualidade de vida;Saúde da mulher – políticas públicas;Climatério – qualidade de vida;Climatério - sintomas;Climatério – manifestações clínicas;Centro de Educação e Saúde;Menopause;Menopause – women – quality of life;Women's health – public policies;Menopause – quality of life;Menopause – symptoms;Menopause – clinical manifestations;Education and Health Center;Menopausia;Menopausia – mujeres – calidad de vida;Salud de la mujer – políticas públicas;Menopausia – calidad de vida;Menopausia – síntomas;Menopausia – manifestaciones clínicas;Centro de Educación y Salud
Issue Date: 19-Sep-2025
Publisher: Universidade Federal de Campina Grande
Citation: SOUZA, Maria Rita Martins de. Qualidade de vida e sintomas de mulheres que vivenciam o climatério: uma análise clínico-social. 2025. 56 fl. (Trabalho de Conclusão de Curso – Monografia), Curso de Bacharelado em Enfermagem, Centro de Educação e Saúde, Universidade Federal de Campina Grande, Cuité – Paraíba – Brasil, 2025. Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/43741
???metadata.dc.description.resumo???: O climatério caracteriza-se pelo período de transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo, marcado por alterações hormonais, que provocam manifestações clínicas nas mulheres, interferindo em sua qualidade de vida (QV). As alterações causam sintomas de ordem física, afetiva, sexual, psicossocial, familiar e ocupacional, que afetam diretamente a saúde da mulher. Além disso, o contexto sociodemográfico que a mulher está inserida, pode gerar um maior ou menor impacto em sua QV. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida e as características clínicas de mulheres que vivenciam o climatério . Metodologia: A presente pesquisa é do tipo transversal, exploratória, com abordagem quantitativa. Para a realização da coleta de dados foram utilizados três instrumentos: o questionário sociodemográfico, comportamental e clínico; o WHOQOL-Bref, para avaliar a QV; e o Índice de Kupperman, que avalia sintomas climatéricos. A amostra foi composta por 100 mulheres entre 40 a 65 anos, acompanhadas pela Estratégia de Saúde da Família da cidade de Cuité-PB. A coleta de dados foi realizada entre os meses de março e maio de 2025. Para a análise de dados, foram utilizados os softwares Excel® 2016 e o Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS) - versão 26.0. Resultados e discussão: A sintomatologia mais prevalente foi a artralgia/mialgia (80%), que também se destacou como o sintoma de maior intensidade referido pelas participantes. Quanto à intensidade da sintomatologia, 46% apresentaram sintomatologia leve, 46% moderada e 8% intensa. Em relação à QV, o melhor escore foi obtido no domínio psicológico (M = 70,58), enquanto o domínio de meio ambiente obteve o menor escore (M = 66,03). A intensidade dos sintomas foi mais severa em mulheres viúvas (Md = 31), havendo diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p = 0,040), na faixa etária de 61 a 65 anos (Md = 31); (p= 0,020), com ensino fundamental incompleto (Md = 24); (p = 0,043) e renda familiar menor que um salário mínimo (Md = 23); (p = 0,021). A variável faixa etária demonstrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos nos domínios meio ambiente (p = 0,030), relações sociais (p = 0,028) e geral (p = 0,014). Quando comparada a qualidade de vida e a intensidade dos sintomas climatéricos, mulheres que possuíam sintomas moderados apresentaram menor escore no domínio físico (Md = 60,71); (p = 0,000), como também menor escore de qualidade de vida geral (Md = 65,68); (p = 0,006). Conclusão: Dessa forma, conclui-se que a maioria das participantes referiram sintomas climatéricos de intensidade leve a moderada, sendo a artralgia/mialgia o sintoma mais relatado, bem como o sintoma com o maior percentual em intensidade leve. Quanto à QV, a maior média foi observada no domínio psicológico e a menor no de meio ambiente. Quando comparados os escores do Índice de Kupperman e do WHOQOL-Bref com as características sociodemográficas, foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos, com medianas que reforçam que os determinantes sociais que envolvem a vida da mulher influenciam na forma como ela vivencia o climatério, causando impactos em sua qualidade de vida. Nesse sentido, o estudo contribui para a assistência integral à saúde da mulher climatérica e evidencia a importância de políticas públicas efetivas nesse cuidado.
Abstract: Climacteric is characterized by the transition period between the reproductive and non-reproductive periods, marked by hormonal changes that cause clinical manifestations in women, interfering with their quality of life (QoL). These changes cause physical, emotional, sexual, psychosocial, family, and occupational symptoms, which directly affect women's health. Furthermore, a woman's sociodemographic context can have a greater or lesser impact on her QoL. Therefore, the objective of this study was to evaluate the quality of life and clinical characteristics of women experiencing climacteric. Methodology: This is a cross-sectional, exploratory study with a quantitative approach. Three instruments were used for data collection: a sociodemographic, behavioral, and clinical questionnaire; the WHOQOL-Bref, to assess QoL; and the Kupperman Index, to assess climacteric symptoms. The sample consisted of 100 women aged 40 to 65, monitored by the Family Health Strategy of the city of Cuité, Paraíba. Data collection was carried out between March and May 2025. For data analysis, Excel® 2016 and the Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS) - version 26.0 were used. Results and discussion: The most prevalent symptomatology was arthralgia/myalgia (80%), which also stood out as the most intense symptom reported by the participants. Regarding the intensity of symptoms, 46% had mild symptoms, 46% moderate, and 8% intense. Regarding QOL, the best score was obtained in the psychological domain (M = 70.58), while the environmental domain obtained the lowest score (M = 66.03). The intensity of symptoms was more severe in widowed women (Md = 31), with a statistically significant difference between the groups (p = 0.040), in the age group of 61 to 65 years (Md = 31); (p = 0.020), with incomplete elementary education (Md = 24); (p = 0.043) and family income less than one minimum wage (Md = 23); (p = 0.021). The age group variable demonstrated a statistically significant difference between the groups in the environment (p = 0.030), social relations (p = 0.028) and general (p = 0.014) domains. When comparing the quality of life and the intensity of climacteric symptoms, women who had moderate symptoms had a lower score in the physical domain (Md = 60.71); (p = 0.000), as well as a lower general quality of life score (Md = 65.68); (p = 0.006). Conclusion: Thus, it was concluded that most participants reported mild to moderate climacteric symptoms, with arthralgia/myalgia being the most frequently reported symptom, as well as the symptom with the highest percentage of mild intensity. Regarding QoL, the highest mean was observed in the psychological domain and the lowest in the environmental domain. When comparing the Kupperman Index and WHOQOL-Bref scores with sociodemographic characteristics, a statistically significant difference was observed between the groups, with medians that reinforce that the social determinants involved in a woman's life influence how she experiences climacteric, impacting her quality of life. In this sense, the study contributes to comprehensive health care for climacteric women and highlights the importance of effective public policies in this care.
???metadata.dc.description.resumen???: El climaterio se caracteriza por el período de transición entre el período reproductivo y el no reproductivo, marcado por cambios hormonales que causan manifestaciones clínicas en las mujeres, lo que afecta su calidad de vida (CdV). Estos cambios causan síntomas de naturaleza física, emocional, sexual, psicosocial, familiar y laboral, que afectan directamente la salud de la mujer. Además, el contexto sociodemográfico en el que vive una mujer puede tener un mayor o menor impacto en su CdV. Por lo tanto, el objetivo de este estudio fue evaluar la calidad de vida y las características clínicas de las mujeres que experimentan el climaterio. Metodología: Se trata de un estudio transversal, exploratorio con un enfoque cuantitativo. Se utilizaron tres instrumentos para la recolección de datos: un cuestionario sociodemográfico, conductual y clínico; WHOQOL-Bref, para evaluar la calidad de vida; y el índice de Kupperman, que evalúa los síntomas climatéricos. La muestra estuvo compuesta por 100 mujeres de 40 a 65 años, monitoreadas por la Estrategia de Salud Familiar de la ciudad de Cuité, Paraíba. La recolección de datos se realizó entre marzo y mayo de 2025. El análisis de datos se realizó con Excel® 2016 y el Paquete Estadístico para las Ciencias Sociales® (SPSS), versión 26.0. Resultados y discusión: La sintomatología más prevalente fue la artralgia/mialgia (80%), que también se destacó como el síntoma más grave reportado por los participantes. En cuanto a la intensidad de los síntomas, el 46% presentó síntomas leves, el 46% moderados y el 8% graves. En cuanto a la calidad de vida, la mejor puntuación se obtuvo en el dominio psicológico (M = 70,58), mientras que el dominio ambiental obtuvo la puntuación más baja (M = 66,03). La intensidad de los síntomas fue más grave en las mujeres viudas (M = 31), con una diferencia estadísticamente significativa entre los grupos (p = 0,040) en el grupo de edad de 61 a 65 años. (Md = 31); (p = 0,020), con educación primaria incompleta (Md = 24); (p = 0,043) e ingresos familiares inferiores a un salario mínimo (Md = 23); (p = 0,021). La variable del grupo de edad mostró una diferencia estadísticamente significativa entre los grupos en las áreas de entorno (p = 0,030), relaciones sociales (p = 0,028) y general (p = 0,014). Al comparar la calidad de vida y la intensidad de los síntomas climatéricos, las mujeres con síntomas moderados presentaron una puntuación más baja en la área física (Md = 60,71); (p = 0,000), así como una puntuación más baja en la calidad de vida general (Md = 65,68); (p = 0,006). Conclusión: Por lo tanto, se concluyó que la mayoría de los participantes reportaron síntomas climatéricos leves a moderados, siendo la artralgia/mialgia el síntoma más frecuentemente reportado, así como el síntoma con el mayor porcentaje de intensidad leve. En cuanto a la calidad de vida, el promedio más alto se observó en el ámbito psicológico y el más bajo en el ámbito ambiental. Al comparar las puntuaciones del Índice de Kupperman y del WHOQOL-Bref con las características sociodemográficas, se observó una diferencia estadísticamente significativa entre los grupos, con medianas que refuerzan la idea de que los determinantes sociales que intervienen en la vida de una mujer influyen en cómo experimenta la menopausia, impactando su calidad de vida. En este sentido, el estudio contribuye a la atención integral de la salud de las mujeres menopáusicas y destaca la importancia de políticas públicas eficaces al respecto.
Keywords: Climatério
Climatério – mulheres – qualidade de vida
Saúde da mulher – políticas públicas
Climatério – qualidade de vida
Climatério - sintomas
Climatério – manifestações clínicas
Centro de Educação e Saúde
Menopause
Menopause – women – quality of life
Women's health – public policies
Menopause – quality of life
Menopause – symptoms
Menopause – clinical manifestations
Education and Health Center
Menopausia
Menopausia – mujeres – calidad de vida
Salud de la mujer – políticas públicas
Menopausia – calidad de vida
Menopausia – síntomas
Menopausia – manifestaciones clínicas
Centro de Educación y Salud
???metadata.dc.subject.cnpq???: Enfermagem
URI: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/43741
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