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https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/43568| Title: | O discurso audiovisual de segunda chamada: resistência e reexistência de mulheres negras infamizadas. |
| Other Titles: | The second-call audiovisual discourse: resistance and re-existence of infamous black women. |
| ???metadata.dc.creator???: | ANJOS , Allan Alfredo Silveira dos. |
| ???metadata.dc.contributor.advisor1???: | OLIVEIRA, Maria Angélica de. |
| ???metadata.dc.contributor.advisor-co1???: | XAVIER, Manassés Morais. |
| ???metadata.dc.contributor.referee1???: | PINHEIRO-MARIZ, Josilene. |
| ???metadata.dc.contributor.referee2???: | FRANCELINO, Pedro Farias. |
| Keywords: | Discurso audiovisual;Práticas discursivas de humilhação;Segunda chamada;Corpos infamizados;Análise arqueogenealógica;Estudos decoloniais;Audiovisual discourse;Discursive practices of humiliation;Second call;Infamized bodies;Archeogenealogical analysis;Decolonial studies |
| Issue Date: | 5-Sep-2025 |
| Publisher: | Universidade Federal de Campina Grande |
| Citation: | ANJOS, Allan Alfredo Silveira dos. O discurso audiovisual de segunda chamada: resistência e reexistência de mulheres negras infamizadas. 2025. 137 f. Dissertação (Mestrado em Linguagem e Ensino) – Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2025. |
| ???metadata.dc.description.resumo???: | A presente pesquisa de mestrado busca discutir como práticas discursivas de humilhação formam corpos infamizados. Defendemos que essas práticas são elementos opressores capazes de abranger as diferentes superestruturas da sociedade, sendo um processo cristalizado pela colonialidade operante na cultura brasileira. Para compreender a proposta, recorremos à discussão acerca da interseccionalidade de raça, classe e gênero, ao ressaltar como narrativas de personagens negras na série Segunda Chamada, da Rede Globo, representam corpos infamizados, marcados por diferentes intersecções que os oprimem e os minimizam através da constituição de humilhação discursiva. À vista disso, nossa proposta de pesquisa está delineada na seguinte questão: como as narrativas de personagens negras na série Segunda Chamada podem promover debates sobre práticas discursivas de humilhação na formação de corpos infamizados por decorrência da interseccionalidade de raça, classe e gênero, consistida pelos vieses da colonialidade? Ao buscarmos responder a essa inquietação, temos como objetivo geral investigar as práticas discursivas de humilhação na formação de corpos infamizados de mulheres negras através da interseccionalidade de raça, classe e gênero, associada às questões sócio-históricas da colonialidade contidas na série Segunda Chamada. Do ponto de vista teórico, para tratarmos da noção de discurso, recorremos às contribuições expressas por Michel Foucault e às concepções das relações de poder, saber e verdade na formação do corpo. No tocante aos estudos da colonialidade e do feminismo negro, temos os estudos advindos de Quijano (1998; 2005), Segato (2021), Mignolo (2003; 2007; 2017) e Collins (2019, 2021, 2022). Metodologicamente, através das abordagens arqueogenealógicas e interseccionais, que tecem as discussões do corpus de investigação, seguimos os pressupostos de uma pesquisa qualitativa defendidos por Marconi e Lakatos (2011), uma vez que, na análise a ser desenvolvida, a interpretação das relações humanas será a base da discussão, bem como suas relações sócio-históricas, capazes de normatizar, por intermédio da linguagem, um poder-saber tido como verdadeiro para a organização dos diferentes campos sociais (Foucault, 2008). Pré-concluímos ressaltando que as relações de opressão, marginalização e silenciamento contra mulheres negras operam como um processo discursivo que as infamiza por decorrência dos vieses que a colonialidade mantém na sociedade. Para o rebaixamento desses corpos, as práticas discursivas de humilhação se mantêm como ferramenta do saber/poder/verdade que o patriarcado impõe aos corpos negros. Atualmente, essas opressões estão sendo reavaliadas a partir da resistência e reexistência dos corpos infamizados, atribuindo, através da Consciência Negra, uma alteração de sentidos em todos os campos sociais e reivindicando suas histórias e memórias. |
| Abstract: | La présente recherche de master vise à discuter comment les pratiques discursives d’humiliation forment des corps infâmés. Nous défendons que ces pratiques constituent des éléments oppresseurs capables d’englober les différentes superstructures de la société, étant un processus cristallisé par la colonialité opérant dans la culture brésilienne. Afin de comprendre la proposition, nous avons recours à la discussion concernant l’intersectionnalité de race, de classe et de genre, en soulignant comment les récits de personnages noirs dans la série Segunda Chamada, de Rede Globo, représentent des corps infâmés, marqués par différentes intersections qui les oppriment et les minimisent à travers la constitution d’une humiliation discursive. À ce titre, notre proposition de recherche est délimitée par la question suivante : comment les récits de personnages noirs dans la série Segunda Chamada peuvent-ils promouvoir des débats sur les pratiques discursives d’humiliation dans la formation de corps infâmés en raison de l’intersectionnalité de race, de classe et de genre, constituée par les biais de la colonialité ? En cherchant à répondre à cette interrogation, notre objectif général est d’examiner les pratiques discursives d’humiliation dans la formation de corps infâmés de femmes noires à travers l’intersectionnalité de race, de classe et de genre, associée aux questions sociohistoriques de la colonialité contenues dans la série Segunda Chamada. D’un point de vue théorique, pour traiter de la notion de discours, nous avons recours aux contributions exprimées par Michel Foucault et aux conceptions des relations de pouvoir, de savoir et de vérité dans la formation du corps. En ce qui concerne les études de la colonialité et du féminisme noir, nous mobilisons les travaux de Quijano (1998 ; 2005), Segato (2021), Mignolo (2003 ; 2007 ; 2017) et Collins (2019, 2021, 2022). Méthodologiquement, à travers les approches archéogénéalogiques et intersectionnelles, qui tissent les discussions autour du corpus d’investigation, nous suivons les postulats d’une recherche qualitative défendus par Marconi et Lakatos (2011), étant donné que, dans l’analyse à développer, l’interprétation des relations humaines constituera la base de la discussion, ainsi que leurs relations sociohistoriques, capables de normaliser, par l’intermédiaire du langage, un pouvoir-savoir tenu pour vrai dans l’organisation des différents champs sociaux (Foucault, 2008). Nous pré-concluons en soulignant que les relations d’oppression, de marginalisation et de silenciation contre les femmes noires opèrent comme un processus discursif qui les infâme en raison des biais que la colonialité maintient dans la société. Pour l’abaissement de ces corps, les pratiques discursives d’humiliation se maintiennent comme un outil du savoir/pouvoir/vérité que le patriarcat impose aux corps noirs. Actuellement, ces oppressions sont réévaluées à partir de la résistance et de la réexistence des corps infâmés, attribuant, à travers la Conscience Noire, une altération des sens dans tous les champs sociaux et revendiquant leurs histoires et leurs mémoires. |
| Keywords: | Discurso audiovisual Práticas discursivas de humilhação Segunda chamada Corpos infamizados Análise arqueogenealógica Estudos decoloniais Audiovisual discourse Discursive practices of humiliation Second call Infamized bodies Archeogenealogical analysis Decolonial studies |
| ???metadata.dc.subject.cnpq???: | Linguagem e Ensino. Letras. |
| URI: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/43568 |
| Appears in Collections: | Mestrado em Linguagem e Ensino. |
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